MUDAR O MUNDO É POSSÍVEL: III SIMULADO DAS NAÇÕES UNIDAS SERÁ REALIZADO NA UNIJORGE

novembro 29, 2009

Érica Torres

Nos dias 16, 17 e 18 de outubro será realizado o III Simulado das Nações Unidas (III SINU) na UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado. O evento educativo e cultural é um espaço onde os jovens participam e se informam sobre as questões da política internacional. “Este simulado tem o objetivo de apresentar aos alunos o funcionamento da Organização das Nações Unidas – ONU através de debates e comitês com apresentações de temas atuais e mundiais”, disse Rosane, aluna do segundo semestre de Relações Internacionais da Unijorge e uma das organizadoras do evento.

O SINU funciona da seguinte forma; os alunos participantes são denominados delegados e cada um tem a opção de escolher um país membro das Nações Unidas para representar. Escolhido o país, é necessário um estudo sobre a política externa e o tema que ficará encarregado de apresentar no Comitê. Os alunos que participarão desta edição possuem grandes expectativas, é o que conta a aluna Carolina Nunes do segundo semestre de Relações Internacionais da Unijorge: “Pretendo conhecer com detalhes a administração da ONU e ver de perto como funcionam os debates e os congressos, além de incentivar com isso o projeto realizado pelo meu curso”.

Para participar basta fazer a inscrição no site: www.unijorge.edu.br/sinu. Não há restrições quanto ao curso exercido pelos alunos, mas, a aluna que já participou do evento na edição anterior, Pricila Magalhães, do quarto semestre de Relações Internacionais da Unijorge ressalta a maior importância para os alunos do curso de Relações Internacionais e Direito. Ela conta que o simulado ajuda a entender como funciona a OMC e a ONU na prática além dos debates que colocam o aluno em situações reais e imediatas, instigando-o a argumentar e expressar suas idéias para convencer o outro.

A organização do evento conta com a participação de muitos alunos dentre eles, Antônio Sales com o cargo de secretário geral, Camila Andrade, subsecretária e também a coordenadora Camila Sande, que juntamente com a professora Indira Marrul incentivaram a realização do SINU no Centro Universitário Jorge Amado.


1ª Jornada Sentença Ágil soluciona 237 processos na UNIJORGE.

novembro 29, 2009

Mayra Lopes

A 1ª Jornada Sentença Ágil, organizado pelo Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UNIJORGE, integrado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sentenciou 237 processos judiciais envolvendo Direito do Consumidor como: defeito no produto ou na prestação de serviço; negativação indevida em cadastros como SPC ou Serasa; consórcios; planos de saúde; e outros casos como Coelba, Embasa.

O evento aconteceu entre 24 a 30 de setembro, idealizado pela coordenadora do NPJ, Cinzia Barreto juntamente com a secretária do Juizado Modelo de Defesa do Consumidor, Suian Alencar. A jornada teve como principal objetivo agilizar e solucionar todas as sentenças de casos mais urgentes cujos processos encontravam-se sem movimentação por mais de 90 dias. A partir daí o NPJ, aliado ao CNJ, mobilizou dois magistrados, 10 servidores 18 alunos e dois professores da Unijorge. Os alunos foram treinados e capacitados no sistema SAIPRO, modelo de sentenciamento do tribunal.

“Os alunos estão sentenciando. Eles pegam os processos, analisam, fazem os relatórios dos processos, tomam as decisões com os fundamentos, consultam o tempo inteiro as magistradas, o professor Silvino, a mim, como também a Suian, num trabalho bastante integrado”, declarou Barreto.

Os alunos Ana Maria Azevedo, João Dias e Patrícia da Silva demonstraram grande empolgação em atuar no projeto.

Entre as dificuldades naturais dos alunos o professor Silvino de Carvalho, destaca o contra censo entre o direito e a justiça. “A prática de fato é um pouco diferente. Os alunos quando se deparam dizem: poxa, isso não é justo mais é direito e é isso que eles têm que praticar”.

A juíza Luislinda Valois, Titular da 18ª Vara de Substituição da Comarca de Salvador está encantada com o desempenho dos alunos no projeto. “Eles estão dedicadíssimos, todos com uma vontade de aprender e de colaborar, me chegaram algumas sentenças em mãos para se conferir, e são sentenças elaboradas por verdadeiros profissionais” diz Valois.

Cínzia disse que o evento deverá se repetir em outubro.


Conjuntivite alérgica aumenta com a chegada da primavera

novembro 29, 2009

Thyara Araújo

A conjuntivite (um tipo de alergia que ocorre nos olhos) apresenta índices elevados durante a primavera, atingindo principalmente adolescentes, já que aumenta o número de grãos de pólen, causando coceiras, vermelhidão e ardência nos olhos.

Segundo Alexandre Príncipe, oftalmologista do hospital Santa Luzia, essa conjuntivite, diferente da conjuntivite bacteriana, está associada ao sistema imunológico de cada ser humano, podendo atingir com muito mais facilidade pessoas que já apresentem algum histórico alérgico, como a renite. “A reação alérgica acaba sendo uma forma de mostrar que algo não está bem”.

Príncipe afirma ainda que os índices de conjuntivite alérgica são maiores em locais onde as estações do ano são bem definidas.Como cuidados para com os olhos, o oftalmologista receita: lavar sempre as mãos ao entrar em contato com os olhos, evitar coçá-los, evitar flores dentro de casa, forrar travesseiros e colchões com material antialérgico e antibactericida, além de manter o ambiente livre de poeira e não utilizar medicamentos sem consultar um oftalmologista.

A estudante do segundo semestre de jornalismo, Mayra Nascimento Lopez, de 18 anos, afirma que após ser examinada pelo oftalmologista, com queixas de coceiras nos olhos, foi constatada que ela possui conjuntivite alérgica.

“Eu usava lentes de contato, e em uma das minhas consultas com o oftalmologista eu conversei com ele sobre as coceiras que tinha nos olhos, geralmente antes de dormir. Após me examinar, ele me informou que eu estava com conjuntivite alérgica”.

“Ele me receitou um colírio (Patanol S) para usar quando eu sentisse a coceira e disse também para sempre retirar bem a maquiagem na região dos olhos, além de piscar mais vezes”.

Rafaella Braga de Araújo, 21 anos, estudante do quarto semestre de fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina, apresentou além da coceira, ardência e vermelhidão nos olhos, recebendo o mesmo diagnóstico.


Estudantes e professores reconstroem história de Canudos

novembro 25, 2009

Paulo George

O programa “A arte de contar história” trouxe para Salvador, através de videoconferência, a discussão sobre a Saga de Canudos. O evento promovido pela secretaria de educação da Bahia, no dia sete de outubro, contou com a participação de estudantes e professores de diversos municípios baianos. Na capital foi realizado no instituto Anísio Teixeira.

O evento tem como objetivo reinterpretar a história e cultura baiana sob novos pontos de vista. Segundo o professor da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), Sérgio Guerra, é preciso aprender a nos ver como sujeitos históricos ativos e abandonar os personagens, heróis e os mitos.

“Arriscar-se a dizer que Canudos realmente não foi vencido, pois não se rendeu às idéias do governo, faz-nos pensar na história daqueles que não tiveram vez e voz, que receberam como resposta a “lei da bala”, única lei que pairava temerosa no sertão”, conta o professor, que destaca a importância de reconstruir uma nova história das camadas populares e movimentos sociais. “Isso leva tempo porque é um embate cultural, além de político”, explica.

Para Guerra, que acompanhou o debate em Salvador, apesar da baixa freqüência nas salas de videoconferência em algumas cidades, o debate é importante e inclusive deveria ser difundido através da internet. “Esse material deve estar disponível na rede pública, transcrito, editado e publicado, servindo como multiplicador nas escolas, principalmente”, afirma.

“Nordestino, Lampião, salvador / Pátria sertaneja independente / Antônio Conselheiro / Em Canudos presidente”, com os versos de canção do Olodum, o músico Tonho Matéria encerrou o evento.


Professor Jorge Portugal discute interesses não revelados do acordo ortográfico.

novembro 24, 2009

Suiá dos Santos

O professor e apresentador do programa “Aprovado” Jorge Portugal, declarou “que na verdade o interesse maior que está por trás do acordo ortográfico é a unificação da língua portuguesa, para que o Brasil possa apresentar dessa maneira a conquista de uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU”. No dia 02 de outubro após dirigir uma palestra sobre o acordo ortográfico, às 18h na feira dos formandos 2009, no Centro de Convenções, em Salvador.

Portugal lembra a declaração feita pelo escritor João Ubaldo Ribeiro, que não está nem ai para a reforma. Para Portugal “a língua é um patrimônio de um povo e uma reforma quando é feita de cima para baixo, sem consultar as pessoas e discutir um pouco mais, é feita em meio a uma correria, por conta de interesses não revelados”.  Ele causou choques nas pessoas, principalmente na parte mais sensível, que são os escritores.

Mas o acordo ortográfico é um assunto que nem todos conhecem, e muitos não sabem da sua importância, simplesmente aceitam.  Já Tainá Teixeira, estudante de Publicidade afirma que “no Brasil a reforma ortográfica é meio complicada, por que as pessoas não têm o hábito da leitura, de estudar mesmo, aprender por interesse, e isso vai dificultar diversas áreas”. Mas ela disse que é possível ter um olhar positivo quanto à reforma ortográfica desde que haja um incentivo maior na leitura “se o governo fizer um incentivo à leitura e der um prazo maior para as escolas se adaptarem, isso, poder valer apena”.

A reforma ortográfica não atingirá a pronuncia, e sim, apenas a escrita, e segundo dados apresentados por Portugal, afetará apenas 0,5% do patrimônio lingüístico brasileiro, no qual acredita que é quase imperceptível.


O mundo negro está mais perto das escolas

novembro 24, 2009

A História da África, disciplina instituída pela Lei 10.639, ajuda os alunos da rede pública a se aprofundarem na construção da identidade negra brasileira

Hugo Gonçalves

Muitas escolas estaduais e municipais ainda não se adaptaram à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura da África, de acordo com a Lei 10.639, apesar de ela ter entrado em vigor há seis anos. O problema está na qualificação e na capacitação de professores para lecionar a matéria no Ensino Fundamental e Médio. Portanto, o número de docentes que a ensinam é insuficiente. A população brasileira, por sua vez, sofre as consequências do preconceito racial, sendo influenciada por traços culturais eurocêntricos, não valorizando suas características étnicas.

O documento, que alterava a Lei de Diretrizes e Bases, foi sancionado no dia 9 de janeiro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo da inclusão da disciplina no currículo escolar é transmitir aos alunos, independentemente de raça ou etnia, conhecimentos importantes sobre a África e reflexões sobre a contribuição dos negros na sociedade, cultura, política e economia brasileiras.

“Estudar História da África é importante para que as crianças, jovens e adultos tenham noção de suas origens, e que possam compreender que os negros africanos fazem parte da formação do povo brasileiro, tanto quanto os indígenas e europeus”, diz a professora Cátia Cilene dos Santos, das escolas municipais Úrsula Catarino e São Braz, ambas situadas no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário.

Salvador é a maior cidade negra fora do continente africano, perdendo apenas, no mundo, para Lagos, na Nigéria. Os estudos de História e Cultura da África foram introduzidos na rede municipal de ensino da capital baiana em 2005, dois anos após a aprovação da Lei 10.639, na primeira gestão do prefeito João Henrique, tendo como secretária de Educação a vereadora Olívia Santana (PC do B), uma das defensoras dos direitos dos afrodescendentes.

De acordo com Cátia Cilene, o ensino e o aprendizado da disciplina “ajudam bastante a combater o racismo, pois a partir do momento que o aluno se reconhece dentro de um universo onde antes ele não se enxergava, ele passa também a perceber quando está sendo discriminado, e assim pode se defender.”


Rio é escolhido como sede das Olimpíadas de 2016 e Salvador é uma das sub-sedes

novembro 23, 2009

A Bahia que foi escolhida como uma das sedes da copa do mundo de 2014 será também sub-sede da olimpíada de 2016, ao lado das cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. O Estado receberá jogos de futebol masculino e feminino da competição, segundo informações da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (SETRE).

Para aumentar a participação dos atletas baianos no evento os investimentos terão que ser intensificados, e será necessário ampliar programas como o FazAtleta, que beneficia projetos esportivos, atletas e equipes que se enquadram na categoria de esporte amador Olímpico e Paraolímpico; o Bolsa Esporte, para manutenção no estado de atletas que estão no ranking das competições; e a construção de equipamentos esportivos, como quadras e piscinas olímpicas e semi-olímpicas, segundo a assessoria de imprensa da SETRE.

A estudante de educação física da Unijorge, Daniela Taís, 27 anos, diz que a Bahia precisa não só de mais investimento em estrutura para os jogos e sim um incentivo cultural a outros esportes além do futebol.

“Em estágios em colégios particulares e públicos de Salvador percebi que não há uma cultura de outros esportes como no futebol, os alunos se interessam apenas pelo “baba” e quando o professor tenta incentivar outras modalidades elas não são bem aceitas, isso é uma questão cultural”, diz Daniela.

Já segundo Rafael Nascimento, 23 anos, também estudante de Educação Física da Unijorge o que falta é tempo para descoberta e preparação dos atletas:“É muito importante os investimento para incentivar o desenvolvimento do esporte. Em países como Cuba e os Estados Unidos o incentivo vem desde a escola e acredito que essa seja a forma mais eficaz de descobrir grandes talentos, porém os investimentos feitos nesse momento não terão tempo hábil para preparar esses atletas em potencial para as olimpíadas de 2016”.